quarta-feira, 30 de março de 2011

Pegada fossilizada pode indicar a existência de um sítio paleontológico na região



O professor Moisés Romanazzi Tôrres, da UFSJ, analisa a
pegada fossilizada na zona rural de Dores de Campos
Integrantes do Grupo de Estudos da Pré-História (GEPHIS), do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), descobriram pegada fossilizada de padrão Theropoda na zona rural de Dores de Campos. A descoberta é inédita na região e pode indicar a existência de um sítio paleontológico até então inexplorado.

Segundo o coordenador do GEPHIS, professor Moisés Romanazzi Tôrres, a pegada permite deduzir que um dinossauro de grande porte, provavelmente carnívoro, habitou a região. “O padrão indica que o animal pisou em ângulo inclinado, voltado para a esquerda, afundou completamente o pé e mesmo a parte inferior da perna”, destaca.

A pedido do proprietário rural Josino Élcio, Moisés e mais três alunos do GEPHIS visitaram o sítio e coletaram as características básicas: uma pegada isolada, tridáctila, em formato de dígitos espalmados, digitígrada, preservada em profundidade (46 cm), medindo aproximadamente 1,52 m de comprimento por 1,23 m de largura. “No dígito esquerdo e no do meio aparecem, nitidamente, as garras. O dígito direito não está tão bem preservado”, informou Moisés Tôrres, responsável por identificar e caracterizar a pegada.

A equipe coletou fragmentos do sedimento para análise química, o que vai permitir a reconstrução paleoambiental. Eles preparam também um artigo voltado à comunidade científica sobre a descoberta. “Vamos também enviar projeto de pesquisa aos órgãos de fomento para assegurarmos o financiamento das etapas subsequentes, que abrangem a moldagem da pegada e a construção de um cercado coberto para sua proteção”, avisa o coordenador.

O proprietário da área, Josino Élcio, disse que comprou o terreno há cerca de 8 anos e sempre desconfiou da pegada fossilizada em uma pedra.” Não falei nada até que ganhei um livro que fala sobre o Dinossauros. Resolvi chamar os pesquisadores da UFSJ e, em menos de uma semana está comprovado cientificamente que trata-se de uma pegada”, relatou.

Fonte: Portal Dores de Campos/ UFSJ e Barbacenaonline.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2011

Uma imersão na arte e na cultura das cidades históricas mineiras

 O jornalista e pesquisador Mauro Werkema
Foto: Reprodução



Com palestra e lançamento de livro no próximo dia 1º. de abril, na Associação Médica de Barbacena, o jornalista Mauro Werkema aposta no encontro entre Cultura e Turismo e revela o fascínio que envolve as cidades históricas de Minas Gerais


A obra História, Arte e Sonho na Formação de Minas é resultado de vários anos de trabalho intenso entre leituras e pesquisas documentais do jornalista, psicólogo e gestor cultural Mauro Werkema, que vem a Barbacena, no dia 1º.de abril, para uma palestra na Associação Médica, em uma promoção do centro de Memória Belisário Pena. Para se ter a dimensão do trabalho envolvido, somente as referências bibliográficas ultrapassam as duas centenas. A isso somam-se uma intensa vivência do autor em sítios históricos, principalmente Ouro Preto e Mariana, e a longa prática profissional no jornalismo, na gestão cultural e em órgãos ligados ao turismo. Realizado com recursos da lei Rouanet, com patrocínio da Copasa e da CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, o livro vem também contribuir para aprimorar a formação dos gestores na área de Turismo e Cultura e seus diversos segmentos.

O pintor Carlos Bracher, que assina o prefácio, acredita que Mauro Werkema “descobrindo fontes, aclarando segredos”, produziu “a nova Bíblia sobre a matéria” que contém “a certidão do Estado de Minas Gerais”. Já o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, no texto de apresentação, destaca o conteúdo inovador e o perfil múltiplo da publicação: “É guia e manual, roteiro e cartilha, enciclopédia e resumo. Sua leitura dá prazer. Apresenta-se como ferramenta técnica, sendo um recreio erudito.”

Editado pela Duo Editorial, com projeto gráfico de Lúcia Nemer, ilustrações de Carlos Bracher e Rômulo Costa Vianna e fotos de Eduardo Trópia, com 504 páginas, o livro propõe uma viagem amparada em fatos históricos e suas ilações culturais. Ela começa ainda no Brasil colônia e se estende até aos nossos dias, permitindo ao leitor uma visão completa da formação de Minas, com ênfase na expansão das cidades históricas sob o impacto da corrida pelo ouro e pelo diamante. São esses preciosos tesouros do passado e do presente, rica e minuciosamente interpretados, que vão oferecer ao turista diferenciado o que o autor chama de “possibilidades de sonhos”. É o próprio Werkema que, ao final do texto de introdução, arrisca uma possível síntese desse universo inesgotável: “Minas é história. Sua arte inaugura a identidade cultural brasileira. Sua natureza diversa, conforma o mineiro e sua feição social. Ambos, história, arte e natureza, convidam ao sonho, exercício do imaginário e do vivencial. Eis Minas Gerais.”
A palestra tem entrada franca e começa às 20 horas, no auditório da AMBa, Rua Heider Pereira Teixeira, 125, Bairro do Campo. Maiores informações: 3331-3376.

Sobre o autor
Mauro Werkema é belo-horizontino e cidadão honorário de Ouro Preto. Jornalista, psicólogo e administrador. Como jornalista, trabalhou em vários veículos, entre eles a TV Globo e Jornal Estado de Minas, onde foi editor-chefe. Integrou a equipe inicial da Secretaria de Estado de Cultura, foi diretor em Ouro Preto e em Minas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto, presidente da Belotur e, por três vezes, presidente da Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes). É autor de vários projetos, pesquisas e artigos sobre Cultura, Turismo e Marketing. Coordenou, pela Secretaria de Estado de Turismo, a elaboração do Plano Diretor de Turismo para Minas Gerais, em 2006.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Uma noite de mapas e história

Cartografia histórica em destaque:  Prof. Antônio Gilberto (UFMG/CRCH), Jairo Machado (IPHAN), Prof. Jorge Cintra (USP), Profa. Márcia Maria (UFMG/CRCH), Luiz Mauro Andrade da Fonseca, Geraldo Barroso de Carvalho e Edson Brandão (NOVO CAMINHO NOVO). Foto: Wilton de Souza

O Seminário sobre cartografia histórica de Minas Gerais, realizado no Centro Cultural Yves Alves, no último dia 18 de março, reuniu dezenas de pesquisadores e estudantes de história e geografia que puderam acompanhar o valioso trabalho da equipe do Centro de Referência em Cartografia Histórica da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo o Professor  Antônio Gilberto da Costa, coordenador do CRCH, nenhuma outra região do Brasil Colonial foi mais cartografada do que Minas Gerais, por razões óbvias, fazendo com que Minas Gerais, desde os borrões do final do Século XVII até os mapas mais precisos do Brasil Império formassem um painel único da evolução deste tipo de documento na chamada América Portuguesa.
A Professora Márcia Maria Duarte dos Santos, apresentou os detalhes artísticos da cartografia antiga e como ela  foi se transfomando à medida que os territórios eram mapeados e conhecidos. Encerrando o instigante encontro, o Dr. Jorge Cintra, da USP, mostrou como computadores e aplicativos modermos podem comparar o grau de precisão dos mapas antigos,a evolução na configuração das cidades e como entender os registros históricos inseridos na iconografia tradicional.
Durante os contatos feitos com o grupo de representantes do NOVO CAMINHO NOVO, os Professores da UFMG ficaram bastante impressionados com o movimento de integração dos arquivos e pesquisadores regionais e estarão avaliando a possibilidade de participarem do Segundo Encontro de Pesquidadores de História e Geografia do Caminho Novo, em agosto.
A exposição "Dos sertões das Minas de Ouro a Minas Gerais, baseada no livro homônimo dos professores Antônio Gilberto e Márcia Maria, ficará aberta ao público no Centro Cultural Yves Alves até maio deste ano. Vale a pena conferir.

Para saber mais sobre o CRCH acesse: www.ufmg.br/rededemuseus/crch

Visita virtual a Museus brasileiros

Alguns dos principais museus históricos brasileiros e vários com temática mineira estão prontos para serem visitados virtualmente no link:
http://www.eravirtual.org/

domingo, 6 de março de 2011

Mapas e Museus em Tiradentes

Auditório do Centro Cultural Yves Alves, em Tiradentes, MG
Foto: Wladimir Loyola
No dia 17 de março, o Centro Cultural Yves Alves, em Tiradentes, realiza o Seminário Cartografia Histórica, Museus e Conhecimento.
Antes do seminário, dentro do Projeto BNDES, será apresentada a palestra "Experiências Administrativas e Gestão de Museus", com a Profa. Vera Tostes-(UniRio).

Logo após, às 19 horas, o seminário terá as seguintes apresentações:

19:00h-"Cartografia da região das Minas Gerais"- Prof. Antônio Gilberto da Costa-(UFMG);

20:10h-"Cartografia histórica, arte e técnica dos mapas da América Portuguesa"- Profa. Márcia Maria Duarte dos Santos-(UFMG);

20:50h- "Contando a história das cidades por meio dos mapas"- Prof. Jorge Cintra (USP).

Todas as atividades são gratuitas.

Informações: Centro Cultural Yves Alves - Rua Direita, 168 - Centro - Tiradentes-MG - CEP: 36325-000 - Telefax.: (32) 3355-1503/ 3355-1604 - E-mail: ccyvesal@mgconecta.com.br