quinta-feira, 23 de maio de 2013

IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo: comunicações programadas

CONGONHAS (MG) 
 24 E 25 DE MAIO DE 2013
DIA 25 - sexta-feira

08:30h – Abertura – Prof.a Míriam Palhares (Secretária de Cultura de Congonhas), Prof. Luciomar de Jesus (Congonhas), Prof. Luiz Mauro Andrade da Fonseca (Barbacena), Prof. Geraldo Barroso de Carvalho (Barbacena) e Prof. Francisco Rodrigues de Oliveira (Barbacena).

09:30h – “Alguns aspectos notáveis do Caminho Novo” – Prof. Mário Celso Rios (Barbacena).

Prof. Mário Celso Rios: pesquisador, professor e membro da Academia Barbacenense de Letras.

Resumo: 1- Objetivo: O Caminho Novo (CN) é a trilha principal de um marcante episódio da História do Brasil _ enquanto Colônia de Portugal _ que foi a descoberta de minerais preciosos e o que isso representou para a formação da nacionalidade. Nesta exposição, temas peculiares são trazidos como motivadores para debates e estudos. 2- Método: Foram feitos levantamentos bibliográficos impressos e virtuais que contivessem um liame entre alguns registros de relevância e possíveis analogias pertinentes, como também visitas a alguns sítios históricos. 3- Resultados: Pôde-se constatar que o espírito de ousadia do período em que o CN foi desbravado norteou um momento-chave do domínio da metrópole. Não obstante tal cultura de exploração e espoliação, nova consciência ia sendo moldada.  Assim, surgiam pousos, alguns em pontos estratégicos e aglomerados humanos insipientes. Também povoados e vilas iam sendo edificados o que resultou na ocupação de forma decisiva do Sudeste do território brasileiro e, por consequência, em tal cenário, homens e mulheres de etnias variadas colaboraram decisivamente nessa transformação que resultou em base para o desenvolvimento sociopolítico do país.  4-Conclusão: Espera-se, com este trabalho, contribuir para que haja uma conscientização mais nítida sobre quem somos os brasileiros, tendo-se também como referência o legado que ficou desse acontecimento incomum.


10h – “O Caminho Novo sob a perspectiva dos viajantes do século XIX” – Prof.a Edna Maria Resende (Arquivo Público de Barbacena).

Prof.a Edna Maria Resende: doutora em História pela UFMG. Pesquisadora do Arquivo Histórico Municipal Professor Altair José Savassi, Barbacena, trabalhando na sua implantação e organização desde o ano de 2000.
 Resumo: a comunicação pretende apresentar o Caminho Novo na perspectiva de alguns viajantes que o percorreram no início do século XIX: Saint-Hilaire, Rugendas, Spix e Martius, Cunha Matos, entre outros. Eles deixaram registradas suas impressões e representações em diários de viagem, hoje, fonte indispensável para se conhecer os locais visitados por eles. O relato de viagem, em sua “multidimensionaldidade”, resulta de um “projeto” e de um “trajeto”, expressando uma representação da sociedade visitada. Essa representação é marcada por algumas referências: pelas motivações e interesses que levaram à viagem, pela cultura do observador que moldará a sua visão do outro. Assim, o viajante que busca, na viagem, estudar e classificar a natureza, conhecer os recursos e potencialidades de novos mercados, colecionar espécies para os museus ou, simplesmente, aventurar-se por locais desconhecidos, refletem esses interesses em seus relatos. A narrativa de viagem, contudo, também traz as marcas do confronto com a diferença. O viajante percebe o outro a partir de si e é conhecendo o outro que ele conhece a si mesmo. Então, identifica o diferente como exótico. Se, por um lado, a falta de vivência e o desconhecimento da população local impedem o viajante de compreender adequadamente os habitantes de um lugar, por outro, o fato de ser estrangeiro dá a ele maior autonomia e distanciamento para observar situações impossíveis de serem apreendidas pelos moradores da região visitada.  Levando em consideração essas características da narrativa de viagem, busca-se capturar os olhares dos viajantes sobre o Caminho Novo, ressaltando os aspectos que eles nos deram a conhecer sobre a paisagem, os ranchos e pousos, as fazendas e suas atividades, as povoações com seus habitantes e costumes. Tais relatos revelam a importância econômica e estratégica do Caminho Novo bem como seu papel de construtor do território das Minas Gerais.
10:30h – Intervalo / café

11h – O Caminho Novo em mapas a Capitania de Minas Gerais” - Prof.a Márcia Maria Duarte dos Santos (Belo Horizonte
Prof.a Márcia Maria Duarte dos Santos: graduada em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais, com mestrado e doutorado também em Geografia (Organização do Espaço) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Professora aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais. Coordenadora das ações educativas do Centro de Referência em Cartografia Histórica da instituição, e atua como pesquisadora e consultora nas seguintes áreas de conhecimento: cartografia histórica e história da cartografia, geografia histórica, educação cartográfica e geográfica, educação em museus.
Resumo: Apresentam-se cinco mapas que compõem os acervos do Arquivo Histórico do Exército (RJ) e da Biblioteca Nacional (RJ), datados de ca. 1714 a 1804, considerados de grande valor histórico, tendo em vista o registro dos avanços do conhecimento sobre o território das Minas Gerais. Avaliam-se as propriedades cartográficas desses documentos, com vistas à definição das informações representadas e do nível de generalização em que são mapeadas, bem como um juízo sobre sua fidedignidade. Considerando esse referencial, ressaltam-se aspectos da geografia dos espaços representados, destacando: de modo geral, a distribuição de elementos da ocupação humana, próprios dos mapas corográficos, tais como arraias, vilas e cidades, registros, guardas e caminhos; e, particularmente, o Caminho Novo e suas articulações com a rede viária estabelecida nos territórios dos documentos estudados. Serão apontadas, por fim, possibilidades de estudos a propósito dos elementos presentes nas representações do Caminho Novo, entre outros, as concernentes aos estudos de centralidade dos núcleos de povoamento, a partir da teoria de grafos, e aos referentes ao patrimônio toponímico que encerram.   


11:30h – O Universo Urbano e as Estradas Reais e Ferroviárias – Prof.a  Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte)


Helena Guimarães Campos é graduada em História, especialista em História da América Latina e em Educação Ambiental e mestre em Ciências Sociais. É autora de obras didáticas, paradidáticas e literárias para o ensino fundamental e médio e de obras de formação docente para esses níveis de ensino. Lecionou durante duas décadas na Rede de Ensino de Belo Horizonte e durante alguns anos no curso de graduação em História no UNI-BH, na capital mineira. Foi coordenadora do Núcleo Ferroviário da ONGTrem – Transporte e Ecologia em Movimento e atualmente coordena o Núcleo de Educação, Cultura e Cidadania dessa organização, além de trabalhar como Técnica de Nível Superior na área de Patrimônio Cultural no Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH). Há cerca de duas décadas, dedica especial atenção à temática do transporte ferroviário de passageiros e do patrimônio ferroviário, articulando tais questões com a educação voltada para a formação para a cidadania.
Dentre suas publicações, estão: História de Minas Gerais, História de Belo Horizonte, Belo Horizonte e Região Metropolitana – Ontem e Hoje (Editora Lê), História de Minas Gerais, Geografia de Minas Gerais (Editora Atual), A História e a Formação para a Cidadania (Editora Saraiva), Trem da Vida (Editora Formato), Viagem pela Estrada Real, Viagem pela Estrada de Ferro Central do Brasil, Viagem pelo Rio São Francisco, O Inferno de Dante (Fino Traço Editora), Estudos de História – ensino médio, História e Linguagens, História e Cidadania (Editora FTD).

Resumo: a comunicação O Universo Urbano e as Estradas Reais e Ferroviárias é fruto de um estudo comparativo entre as ditas estradas que resultou na publicação da obra Caminhos da História: Estradas Reais e Ferrovias (Fino Traço Editora, 2012). Esse estudo tem como principal objetivo fundamentar a defesa da inclusão do patrimônio ferroviário no patrimônio cultural dos municípios incluídos no Programa Estrada Real, com vistas à ampliação das garantias de proteção dos bens que, no passado, pertenceram às estradas de ferro e fizeram parte do cotidiano de gerações de usuários de trens, de ferroviários e dos cidadãos, em geral. Essa relevância histórica dos bens ferroviários os reveste de significados de natureza identitária para as comunidades onde estão localizados. Como bens públicos geridos pela União, devem ser preservados pelo seu valor cultural e serem mais um atrativo para o turismo local e regional. Além disso, deve-se considerar a necessidade de zelar pela integridade desses bens dada a possibilidade de que venham, no futuro, retomar sua destinação inicial, ligada à operação do transporte ferroviário. O estudo comparativo busca estabelecer aproximações entre os papéis e funções desses caminhos terrestres ao longo do tempo, notadamente, nas suas relações com os processos de urbanização e o modo de viver urbano. Mudanças e permanências serão apontadas nessas relações que evidenciam a interrelação entre os núcleos urbanos e as estradas reais e de ferro, recorrendo-se, principalmente, à análise de imagens de documentos pictóricos e fotográficos antigos.


12h – Almoço

14h – “Peregrinos e a Estrada Real: os diversos caminhos dos devotos do Bom Jesus” - Prof. Herinaldo Alves (Congonhas)

Herinaldo Oliveira Alves é licenciado e bacharel em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), pós-graduado em Cultura e Arte Barroca pelo Instituto de Filosofia e Artes Cênicas (IFAC/UFOP) e mestrando em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Resumo: esta comunicação tem como objetivo tentar mapear as origens e os diferentes caminhos trilhados pelos devotos do Bom Jesus, no século XVIII, para chegar ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos no Arraial das Congonhas do Campo. Pensar as trajetórias geográficas permite analisar a importância deste Santuário como centro de Espiritualidade no século XVIII, tanto para Minas como para outras regiões da América Portuguesa e a dimensão que a devoção pode ter atingido. Germain Bazin (Aleijadinho e a escultura no Brasil, 1973) aponta o Santuário de Congonhas como “um dos topos espirituais da América Latina”, congregando, especialmente depois da fundação dos Festejos do Jubileu (1779), um número cada vez maior de fieis, de diversas partes. As dificuldades das estradas, a falta de meios eficazes de transportes, os perigos dessas vias, as intempéries do tempo, não fazem o peregrino desanimar de sua caminhada, mas parece ser mais um incentivo que fortalece sua crença de que o peregrinar é uma resposta à sua fé, a sua devoção. Além disso, possibilita uma articulação das diversas Vilas e Arraiais e a formação de uma rede de integração com trocas de experiências e mercados, via Estrada Real (principal meio de acesso ao centro de peregrinação), entre os diversos grupos populacionais da região das Minas.

14:30h – “Vértebras do Caminho Novo pelos Sertões do Leste” – professoras Nilza Cantoni e Joana Capella (Leopoldina e Cataguases).

Joana Capella: formada em Estudos Sociais; Pesquisadora da História de Cataguases -

Nilza Cantoni: pedagoga, atualmente cursando História Social. Pesquisadora da História de Leopoldina -
Resumo: as autoras realizaram um estudo preliminar sobre duas vias de comunicação que abriram uma parte dos Sertões do Leste ao povoamento: o Caminho do Cantagalo e a Estrada Presídio-Campos. O primeiro franqueou a mata aos pioneiros que se organizaram em torno do Feijão Cru e o segundo incentivou o estabelecimento de moradores que formaram o Arraial do Meia Pataca. Analisando a correspondência de Pedro Afonso Galvão de São Martinho e de Guido Marlière, as pesquisadoras foram sendo encaminhadas para outra gama de documentos e literatura que lhes permitiu aproximarem-se do provável trajeto destas duas estradas as quais, facilitando o comércio, trouxeram moradores, equipamentos e desenvolvimento social para a região.
A análise de fatos ocorridos entre as décadas de 1780 e 1830 esclareceu alguns pontos da história de Cataguases e de Leopoldina não abordados na literatura conhecida. Contudo, pela natureza do Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, a proposta é apresentar um relato sintético do que se obteve com a pesquisa e suas primeiras conclusões. Muitos trabalharam para franquear as até então denominadas “áreas proibidas” aos migrantes. Estes estabeleceram inúmeras contas no colar de povoados, ampliando as fronteiras agrícolas e dando novo fôlego à economia mineira. Recuperar as informações a respeito é manter viva a Memória e a História, acreditam as autoras.

15h – “Monumentos barrocos desconhecidos ao longo das Estradas Reais” -  Prof. Alex Bohrer (Ouro Preto)

Prof. Alex Bohrer: professor de História, História da Arte e Iconografia. Diversos textos publicados sobre o Barroco Mineiro e História de Ouro Preto e Cachoeira do Campo.

Resumo: o tema versa sobre velhas igrejas, casarios, chafarizes, etc., esquecidas nas Estradas Reais de Minas Gerais.

15:30h – “Belmiro Braga: uma cidade no meio do Caminho Novo”.Prof.a Leila Barbosa (Juiz de Fora)

Leila Maria Fonseca Barbosa: pesquisadora da “História Literária de Juiz de Fora”, professora universitária (Língua e Literatura – UFJF - aposentada), escritora e membro da Academia Juiz-Forana de Letras.

Resumo: Belmiro Braga, a cidade do poeta do Caminho Novo, localiza-se na Zona da Mata Mineira. Destacam-se, na região, atividades típicas do meio rural, como pecuária (rebanhos bovinos, suínos e aves) e agricultura. Na área urbana, o setor de serviços absorve parte da mão de obra. A Associação de Moradores da Vila Klabin, em Belmiro Braga, em parceria com outras entidades, com o apoio da Votorantim, desenvolveu o projeto “Belmiro na trilha – formação de monitores” que consistiu no levantamento bibliográfico da área do município, com utilização de formulário do Ministério da Cultura, realizado por alunos da cidade. Visitaram e entrevistaram informantes qualificados, para preenchimento do formulário adotado, fizeram registro fotográfico dos bens e sistematização das informações coletadas e chegaram à conclusão de que, como alternativa para dinamizar a economia local e gerar receitas, o turismo era importante, especialmente a partir do resgate de tradições e valorização das particularidades locais. O resultado das ações foi transformado no Catálogo Turístico: Belmiro Braga que reúne e apresenta os bens histórico-culturais mapeados: Conjunto Arquitetônico; Capela e Igrejas; Fazendas; Artesanato e Manifestações Culturais, revelando a construção coletiva dos jovens participantes e da equipe técnica do projeto, comprometida em buscar oportunidades de geração de trabalho e renda, tendo como foco o incentivo ao turismo, em Belmiro Braga. O Casarão; a Estação Ferroviária; as Praças; as Igrejas Matriz de Sant’Ana, Nossa Senhora das Dores, de São Sebastião, do Asilo, e outras; as Fazendas Boa Esperança, da Vargem, dos Monges (fazenda Ananda Kürtana), Palmeiras, Santa Maria e Saudade, assim como a Cachaça du Botti, a Pinga du Neném, a Fábrica de ladrilhos hidráulicos e a Loja de artesanato (Florart) são pontos importantes a serem visitados. Há ainda como atrativos as manifestações culturais, o Festival São José das Culturas e a Folia de Reis Estrela da Paz.

16h – Intervalo / café.

16:30h – As imagens dos Passos no Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos: uma análise iconológica” - Prof.a  Andréia de Freitas Rodrigues (Juiz de Fora)

Andréia de Freitas Rodrigues (Juiz de Fora): Tae-Restauradora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), atuando como conservadora na Coordenação de Preservação do Arquivo Histórico/Arquivo Central – UFJF, desde 2010. Graduou-se em Artes e Design pela UFJF em 2005. É mestre em História, pelo Programa de Pós-graduação em História (UFJF – 2009). Possui diversos cursos de aperfeiçoamento em Conservação e Restauro, pela Universidade Santa Úrsula e Restaurart, no Rio de Janeiro. Tem atuação na área de Artes, com ênfase em Artes plásticas, trabalhando principalmente com os seguintes temas: articulações entre arte, história, memória; representações da melancolia; preservação, conservação e restauração em diferentes suportes, especialmente papel.

Resumo: a apresentação tem o objetivo de fazer uma breve análise iconológica das esculturas que narram a paixão de Cristo na Terra, realizadas por Antônio Francisco Lisboa e dispostas no percurso dos Passos no Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos. Esta abordagem busca rever os modelos utilizados pelo artista para a execução de sua obra, entendendo seu processo de assimilação de preceitos estéticos e logo, a formação e estruturação do estilo próprio que marca a produção artística do mestre Aleijadinho.

17h – “As relações entre o Turismo e a Cultura nos dias atuais” - Prof. Mauro Werkema (Belo Horizonte)

Mauro Werkema: jornalista, psicólogo e historiador, presidiu a Fundação Clóvis Salgado, foi diretor do  IPHAN em Minas, foi secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto Presidiu a Fundação Municipal de Cultura de BH. É  o atual presidente da Belotur, empresa municipal de turismo de BH.  É autor de várias publicações, livros e artigos,  sobre Turismo e Cultura, História e Formação de Minas Gerais.

Resumo: Cultura e Turismo inserem-se na sociedade contemporânea como atividades interrecorrentes. Articulam-se num mesmo cluster como atividades complementares  e, assim como quase tudo nesta nossa época, passam por transformações conceituais e organizacionais. Sua intersetorialidade encontra expressão maior num conceito em desenvolvimento,  tema atual  de debates e publicações, que é a Economia Criativa e que já forjou a palavra “criaticidade” para denominar cidades onde a predominância das atividades econômicas têm como “capital” a inovação, a criatividade e a evolução tecnológica. E, sobretudo, a capacidade de explorar sua diversidade e os seus talentos, vistos como “valores maiores”.  São cidades, enfim, chamadas “renovadas” e que tem sua economia, ou seja, a criação de empregos e renda,  baseada dominantemente em setores como a cultura e as diversas manifestações artísticas, como a música, as artes cênicas e visuais, a arquitetura, a moda, a gastronomia, o design, a educação, a medicina, a produção e a difusão do conhecimento, a publicidade, o artesanato,  a internet e a produção de software e a  circularidade da informação, entre muitas oustras atividades correlatas. E, especialmente, o turismo e sua imensa cadeia econômica. O Turismo insere-se nesta nova economia como atividade organizadora e promotora de intercâmbios, de cooperação,  propiciadora das interrelações de consumo de todos estes elementos da economia criativa. Já se disse que o “turismo é a moderna resposta sócio-econômica à cultura”. Assim, como já era a atividade que realizava a “revitalização cultural”, pela promoção de bens e destinos culturais, pelos fluxos de visitantes, passou a ser  a atividade fomentadora de públicos para a nova sociedade de consumo de inovações, de lazer e entretenimento, de serviços. Em geral concentrada em pólos ou distritos, especializados em determinadas atividades criativas, estes aglomerados cada vez mais dependem hoje do turismo, suas operadoras e agenciadoras, promotoras de eventos e da oferta de “vivências” e da “economia dos sonhos”, conforme o conceito de Dream Society, de Rolf Jensen”. Assim, os atrativos turísticos contemporâneos vão muito além do sol, areia e mar ou do “belo e do velho”, ampliando-se os conceitos de lazer e do Turismo Cultural. BH é cada vez mais um exemplo de uma “criaticidade”, nova feição de sua economia, que merece reflexão para ilustrar este raciocínio, muito importante nos nossos dias para as gestões de cidades com capacidade e vocação para estimular suas economias criativas.

17:30h – “Congonhas: patrimônio natural e construído na interseção dos caminhos de minas”

Prof. Antônio Gilberto da Costa (Belo Horizonte): geólogo (1979 – UFMG), professor universitário (Petrologia – Geologia UFMG), coordenador do Centro de Referência em Cartografia História da UFMG, diretor do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG e escritor.

Resumo: com o título acima, o autor trata em sua apresentação de demonstrar com a utilização de documentos cartográficos e outras iconografias a importância dos caminhos para as minas e da localização de Congonhas, situada na interseção dos mesmos, para a construção do seu patrimônio, que foi edificado a partir da utilização de materiais pétreos coletados nas serras do seu entorno. Já pelo que diz respeito ao patrimônio natural, o autor destaca a existência de importantes acidentes geográficos, como a serra de Ouro Branco que, assim como outros, constituía referência no passado para os deslocamentos e fonte de materiais construtivos e que no presente destaca-se como referência de patrimônio natural e como um dos marcos de um geoparque.

18h – “A inserção do Caminho do Comércio no universo das Estradas Reais”. – Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda (Belo Horizonte).

Marcos Paulo de Souza Miranda
Promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais.
Sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais - Cadeira 93
Membro do Colégio Brasileiro de Genealogia


20:30h – Jantar de confraternização

DIA 25 – SÁBADO – 9h

Visita guiada à obra do Aleijadinho. – escultor Luciomar de Jesus (Congonhas)

Luciomar Sebastião de Jesus: pintor e escultor, natural de Congonhas. (ver matéria www.dzai.com.br/mineirosdeouro/noticia/noticia)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

IV Encontro de |Pesquisadores do Caminho Novo: programação

 CONGONHAS - 24 E 25 DE MAIO DE 2013
CENTRO CULTURAL ROMARIA
(Alameda Cidade de Matozinhos de Portugal, 153 – Basílica)
 
Local do IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo
Telefones para contatos:
Centro de Memória Belisário Pena (Barbacena) (32) 3331-3376, secretária Silvia de 7h às 13h.
Senhor Sillas (Congonhas) (31) 3731-3133 ou (31) 3731-3051.

Inscrições: serão feitas na hora, no local do evento.

24 - sexta-feira

08:30h - Abertura - Prof.a Miriam Palhares (Secretaria de Cultura de Congonhas), Prof. Luciomar de Jesus (Congonhas), Prof. Luiz Mauro Andrade da Fonseca (Barbacena), Prof. Geraldo Barroso de Carvalho (Barbacena) e Prof. Francisco Rodrigues de Oliveira (Barbacena).

09:30h - "Alguns aspectos notáveis  do Caminho Novo" - Prof. Mario Celso Rios (Academia Barbacenense de Letras).

10h - "O Caminho Novo sob a perspectiva dos viajantes do século XIX" - Prof.a Edna Maria Resende (Arquivo Publico de Barbacena).

10:30h – Intervalo / Café

11h – “ O Caminho Novo em mapas da Capitania de Minas Gerais” - Prof.a  Márcia Maria Duarte Santos (Belo Horizonte)

11:30h - "0 Universo Urbano e as Estradas Reais e Ferrovias" - Prof.a Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte)

12h – Almoço

14h – “Peregrinos e a Estrada Real: os diversos caminhos dos devotos do Bom Jesus - Prof. Herinaldo Alves (Congonhas)

14:30h - "Vertebras do Caminho Novo pelos Sertões do Leste" - professoras Nilza Cantoni e Joana Capella (Leopoldina e Cataguases).

15h – Prof. Alex Bohrer (Ouro Preto)

15:30h – Prof.a – Leila Barbosa (Juiz de Fora)

16h – Intervalo / Café

16:30h - " As imagens dos Passos no Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos: uma análise iconológica" - Prof.a  Andréia de Freitas Rodrigues (Juiz de Fora)

17h – “ As relações entre o Turismo e a Cultura nos dias atuais” - Prof. Mauro Werkema (Belo Horizonte)

17:30h - "Congonhas: patrimônio natural e construído na interseção dos caminhos de Minas" - Prof. Antonio Gilberto da Costa (Belo Horizonte)

18h - "Defesa do Patrimonio Historico de Minas Gerais" - Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda. (Belo Horizonte).

20:30h – Jantar de confraternização


25 – sábado 
9:00h - Visita guiada à obra de Aleijadinho - escultor Luciomar de Jesus (Congonhas)

Reunião preparatória do IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo


Da esquerda para a direita Luiz Mauro, Marta, Luciomar, Geraldo Barroso e Sillas
          No dia 20 de abril de 2013, realizou-se em Congonhas, no Centro Cultural Romaria, a segunda reunião preparatória para o IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo.
          Estiveram presentes, o Sr. Sillas (representante da Secretária de Cultura de Congonhas), o escultor Luciomar Sebastião de Jesus, o pesquisador Luiz Mauro Andrade da Fonseca, a presidente do Centro de Memória Belisário Pena (Barbacena), Marta Maria Imbroinise da Fonseca e o escritor Geraldo Barroso de Carvalho.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Programa preliminar do IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo


24 - sexta-feira
08:30h - Abertura - Prof.a Miriam Palhares (Secretaria de Cultura de Congonhas), Prof. Luciomar de Jesus (Congonhas), Prof. Luiz Mauro Andrade da Fonseca (Barbacena), Prof. Geraldo Barroso de Carvalho (Barbacena) e Prof. Francisco Rodrigues de Oliveira (Barbacena).


09:30h - "Alguns aspectos notáveis  do Caminho Novo" - Prof. Mario Celso Rios (Academia Barbacenense de Letras).

10h - "O Caminho Novo sob a perspectiva dos viajantes do século XIX" - Prof.a Edna Maria Resende (Arquivo Publico de Barbacena).

10:30h – Intervalo / Café

11h – “ O Caminho Novo em mapas da Capitania de Minas Gerais” - Prof.a  Márcia Maria Duarte Santos (Belo Horizonte)

11:30h - "0 Universo Urbano e as Estradas Reais e Ferrovias" - Prof.a Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte)

12h – Almoço

14h – “Peregrinos e a Estrada Real: os diversos caminhos dos devotos do Bom Jesus - Prof. Herinaldo Alves (Congonhas)

14:30h - "Vertebras do Caminho Novo pelos Sertões do Leste" - professoras Nilza Cantoni e Joana Capella (Leopoldina e Cataguases).

15h – Prof. Alex Bohrer (Ouro Preto)

15:30h – Prof.a – Leila Barbosa (Juiz de Fora)

16h – Intervalo / Café

16:30h - " As imagens dos Passos no Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos: uma análise iconológica" - Prof.a  Andréia de Freitas Rodrigues (Juiz de Fora)

17h – “ As relações entre o Turismo e a Cultura nos dias atuais” - Prof. Mauro Werkema (Belo Horizonte)

17:30h - "Congonhas: patrimônio natural e construído na interseção dos caminhos de Minas" - Prof. Antonio Gilberto da Costa (Belo Horizonte)

18h - "Defesa do Patrimonio Historico de Minas Gerais" - Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda. (Belo Horizonte).

20:30h – Jantar de confraternização


25 – sábado  
9:00h - Visita guiada à obra de Aleijadinho - escultor Luciomar de Jesus (Congonhas)